
Ter uma vasta experiência em viagens, não me garante que na jornada seguinte, tudo ocorrerá bem. É claro que auxilia uma pesquisa prévia sobre o local, cultura, preços e até fatos ocorridos em outros "projetos", mas definitivamente não há garantia de sucesso absoluto. Ter vasta experiência em "campeonatos de pontos corridos", não garante que, na edição seguinte, o título seja tranquilo. Muito pelo contrário. A experiência ajuda, mas a matemática desmente.
Ao lado de um emocionado Chileno, a turma acima, ostentando com orgulho a gloriosa bandeira tricolor, estrelada por EVERALDO, primeiro gaúcho campeão mundial de futebol (sim, aos que pouco conhecem a história gremista, a estrela amarela foi uma homenagem ao tricampeão mundial Everaldo, após a copa de 70 e não à conquista histórica do brasileiro de 81, como vários desinformados pensam), aproveitou um fim de semana sem trabalho na cidade de cimento e resolveu representar o imortal tricolor na dita cidade maravilhosa. Foram ao Maraca assistir ao empate do GRÊMIO contra o Fluminense, num período em que o tricolor gaúcho era lider do campeonato e tínhamos alguns bons pontos de vantagem do segundo colocado.
Robison, Jacson, João, Felipe e Victor registraram o belo momento aos pés do Cristo Redentor, invocando uma benção do "Todo-Poderoso" à nossa imortalidade. Pelo que o Jacson me contou , assistir a um jogo no Maracanã do tricolor foi algo extremamente satisfatório, apesar do empate, por registrar cada detalhe do estádio, a movimentação/mobilização da torcida GRÊMIO-carioca, copando o maraca, e até mesmo o respeito da torcida tricolor carioca para com a equipe/torcida gaúcha, inclusive com uma "parceria" no metrô para a clássica versão do "vou torcer pro GRÊMIO bebendo vinho", repetida a cada jogo no monumental e onde quer que o GRÊMIO se encontre.
A vitória suprema contra o Ipatinga, o qual fez uma bela campanha na segunda divisão do ano passado, e uma péssima na primeira divisão desse ano, rebaixou o Tigre Mineiro e, combinado com o empate do já citado Fluminense com o líder São Paulo, no Morumbi, reascendeu esperanças azuis da busca do título.
De braços abertos para a imortalidade, garantimos vaga na única competição sul americana que merece respeito, sonho de 10 entre 10 equipes brasileiras, mas que apenas 5 garantem presença, a cada ano. De braços abertos para a imortalidade, esperamos que os deuses do futebol sejam justos e tragam o título à torcida que apoiou o campeonato inteiro, mesmo tendo uma equipe "barata" e desacreditada, e não ouse premiar àqueles que pegaram o bonde andando e lotam a casa nos momentos bons e finais. O Goiás não tem mais o que fazer no campeonato. Mas nos deve. Nos deve a única derrota em casa no campeonato e a principal causa da queda de produção no segundo turno. Nos deve os anos de más apresentações realizadas em solo goiano e as centenas de pontos deixados por lá. Nos deve a retirada de pontos sobre o time do Parque São Jorge no ano passado e, por consequência, o rebaixamento da equipe preta-e-branca para a série B e a permanência dos verdes na primeira divisão. Nos deve a gana de um Paulo Baier, há anos pretendido e nunca confirmado pelo GRÊMIO, mesmo que a recíproca seja verdadeira. Enfim, O Goiás nos deve. Chegou a hora de cobrar. Precisamos, é claro, vencer o Atlético Mineiro, já garantido na Sul Americana do ano que vem e sem nada mais para fazer no campeonato, a não ser manter o orgulho de encerrar seu ano centenário de forma positiva.
O Olímpico será pequeno. O jogo entre Goiás e SP não será no Serra Dourada, devido às brigas ocorridas no jogo contra o Cruzeiro, e sim em Brasilia. Totalmente neutro e o SP precisa apenas de um empate. A estatística diz que a chance do SP ganhar é grande. A matemática, combinada com o regulamento, diz que é possível perder. Sempre ouvi que quem joga para empatar, perde. Que seja verdade absoluta nesse momento em que essa edição do Campeonato Brasileiro já adiou 2 festas com chopp comprado.
De braços abertos, não desistimos nunca e isso é imortalidade. Como nossos amigos que foram ao Cristo, "Se há vida, há esperança". De braços abertos, há vida. De braços abertos para a imortalidade, há esperança.
Mochileiro Tricolor é Eduardo Machado Farah, missioneiro, mochileiro e tem a alma azul celeste desde que se conhece por gente.